Autor admite erro estratégico no marketing e detalha planos originais para Bruce Wayne e Selina Kyle
A fase de Tom King à frente de Batman começou sob forte aclamação, mas passou a enfrentar resistência dos leitores conforme a trama do relacionamento entre Bruce Wayne e Mulher-Gato se estendia. Anos depois, o autor decidiu falar abertamente sobre o tema e revelou um grande arrependimento envolvendo essa saga.
Em participação no podcast Uncensored Nerds, King explicou que o plano sempre foi dividir a história em dois momentos bem definidos: Selina deixando Bruce no altar na edição 50, e o casamento acontecendo apenas na edição 100 da revista.
“Eu não era o responsável pelo marketing”, afirmou King. “O pessoal do marketing veio até mim e disse: ‘Vamos divulgar esse casamento’. Naquele momento, eu deveria ter dito: ‘Não é um casamento. É um suspense sobre se eles vão ficar juntos ou não, porque eu sabia que ela ia deixá-lo no altar. E o plano era: ela o deixaria no altar na edição 50 e se casaria na edição 100. Esse sempre foi o plano. E me arrependo de não ter mudado a estratégia de marketing nesse caso.”
Segundo o autor, boa parte da reação negativa veio das expectativas criadas pela própria DC, e não da história em si. King também revelou que Scott Snyder, que já havia passado por situações semelhantes no título, tentou alertá-lo.
“Scott [Snyder] me ligou e disse: ‘Tom, eles estão divulgando isso errado, você vai se meter em muita encrenca.’ Eu deveria ter percebido, mas se você olhar para trás, nunca encontrará um tweet meu dizendo ‘eles vão se casar’.”
King também rebateu críticas de leitores que afirmavam ter sido “enganados” por crossovers ligados ao evento.
“Muita gente diz: ‘Ah, você nos fez comprar um monte de crossovers’. Eu não promovi esses crossovers, não foram ideias minhas. Tim Seeley era um grande amigo meu, e eram apenas quatro crossovers, e eles tiveram muito pouco a ver com o casamento. Deus sabe que, se eu pudesse voltar atrás e fazer diferente, eu faria.”
Bastidores editoriais e o colapso do 5G
Os planos de Tom King estavam diretamente conectados ao projeto 5G, iniciativa idealizada pelo então editor-chefe Dan DiDio. A ideia era permitir que Bruce Wayne se aposentasse após a edição 100, com Jace Fox, filho de Lucius Fox, assumindo o manto do Batman.
O plano era ainda mais controverso: DiDio pretendia matar a Mulher-Gato pouco depois do casamento — decisão da qual King não participaria.
A saída do autor do título principal aconteceu após um ultimato editorial: ou ele transformava os últimos números em um prelúdio para o novo Batman, ou encerrava sua história romântica em uma minissérie separada. King optou pela segunda alternativa, resultando em Batman/Mulher-Gato.
Com a demissão de DiDio e o cancelamento do 5G, o plano editorial foi abandonado. James Tynion IV assumiu a revista principal e seguiu uma direção completamente diferente.
O casamento de Bruce e Selina chegou a acontecer em Batman/Mulher-Gato, mas, devido a atrasos e mudanças editoriais, a minissérie acabou sendo classificada como Elseworld, fora da cronologia principal. No cânone atual da DC, Bruce Wayne segue como o “Batman solteiro”.
Mais sobre Batman
Criado em 1939, Batman é um dos personagens mais icônicos da DC Comics. Ao longo das décadas, o herói passou por inúmeras reformulações editoriais, refletindo diferentes visões criativas sobre Bruce Wayne, sua missão e seus relacionamentos — com a Mulher-Gato sendo um dos vínculos mais duradouros e complexos de sua história.
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