A vitória de O Agente Secreto no Critics Choice Awards acabou ofuscada por uma decisão que incomodou cinéfilos ao redor do mundo. O prêmio de Melhor Filme Internacional foi entregue no tapete vermelho, durante o intervalo comercial da transmissão principal, o que muitos viram como um desrespeito ao cinema produzido fora dos Estados Unidos.
Em nota enviada à imprensa, o diretor Kleber Mendonça Filho não escondeu a frustração. Segundo ele, a escolha da Critics Choice Association acabou desvalorizando uma das maiores safras recentes do cinema internacional. O cineasta citou nomes como Joachim Trier, Park Chan-wook, Jafar Panahi e Oliver Laxe como exemplos de realizadores que mereciam maior destaque.
Kleber reconheceu que o convite para apresentar o prêmio principal da noite suavizou a situação, mas deixou claro que o problema permaneceu. Segundo ele, o momento político dos Estados Unidos tornava ainda mais importante dar visibilidade ao cinema estrangeiro no palco principal da cerimônia.
“O fato de nós termos apresentado o Melhor Filme amenizou uma falta de atenção da Critics Choice Association com uma das grandes safras históricas do cinema feito fora dos Estados Unidos”, afirmou o diretor.
“Ainda assim, teria sido importante destacar o cinema internacional com uma apresentação no palco, ao lado dos indicados.”
Em cartaz nos cinemas, O Agente Secreto segue acumulando reconhecimento.
Com a vitória no Critics Choice, o filme soma agora 48 prêmios e, no mesmo fim de semana, também levou o troféu de Melhor Filme Internacional da National Society of Film Critics.

O longa ainda integra o seleto grupo que conquistou o chamado trifecta da crítica, após vencer também entre os críticos de Nova York (New York Film Critics Circle) e de Los Angeles (Los Angeles Film Critics Association), consolidando seu status como um dos filmes mais celebrados do ano.
Mais sobre O Agente Secreto
O Agente Secreto acompanha um agente infiltrado durante os anos finais da ditadura militar brasileira. Enviado para uma missão silenciosa, ele precisa navegar entre vigilância, paranoia e alianças instáveis. Enquanto o cerco político se fecha, o protagonista enfrenta dilemas morais profundos, em uma trama de espionagem que mistura tensão psicológica, crítica histórica e o impacto íntimo da repressão sobre vidas comuns.
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