UCM pode adaptar Dia do Julgamento, arco que une Eternos, Vingadores e X-Men

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Rumor cita plano do estúdio e reacende a esperança de ver os Eternos de volta ao MCU em o Dia do Julgamento

Eternos 2 continua fora do radar imediato da Marvel Studios, mas uma nova troca de mensagens nas redes levantou a bola para outra direção. O jornalista Alex Perez (The Cosmic Circus) foi questionado sobre projetos anunciados e não anunciados e respondeu:

“Anunciadas? Homem-Aranha: Um Novo Dia, Vingadores: Doomsday e Guerras Secretas. Não anunciadas? Dia do Julgamento?”

É só um rumor, claro, mas suficiente para reacender a discussão: se o estúdio realmente mirar Dia do Julgamento, qual é a história nos quadrinhos e por que ela é perfeita para integrar Eternos, Vingadores e X-Men?

O que é Dia do Julgamento nos quadrinhos

Publicado em 2022, Dia do Julgamento (título original A.X.E.: Judgment Day) é um grande crossover da Marvel escrito por Kieron Gillen com arte de Valerio Schiti. A trama parte de uma crise entre espécies: os Eternos redescobrem seus “Princípios” e concluem que os mutantes são uma forma de Desvio Excessivo — isto é, uma categoria a ser “corrigida”. Quem assume o comando dos Eternos é Druig, que decide atacar Krakoa e Arakko (Marte) com armas colossais chamadas Hex. Para piorar, ele libera por uma hora o ancestral de Thanos, Uranos, o Imperecível, que devasta Arakko como se fosse um piscar de olhos.

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Reprodução/Marvel Comics

Com a guerra instalada, os Vingadores tentam evitar o apocalipse. É então que as Eternas Ajak e Makkari, em desacordo com a cruzada de Druig, unem forças com Tony Stark (e com ciência krakoana via Sr. Sinistro) para uma solução radical: reanimar um Celestial usando a Montanha dos Vingadores (o corpo de um Celestial morto que servia de base da equipe) e “reprogramá-lo” para parar a guerra. O novo deus desperto recebe o nome de Progenitor — e decide julgar toda a Terra.

O Progenitor estabelece um teste: cada pessoa (e herói) será julgada individualmente; ao final, se a humanidade for reprovada, o planeta é condenado. Em 24 horas, vemos julgamentos morais que vão de Capitão América a Homem de Ferro, de Jean Grey a Sr. Sinistro. O pânico se espalha pelo mundo enquanto heróis e vilões encaram espelhos incômodos de suas escolhas.

No desfecho, uma combinação de confissões, atos de coragem e sacrifícios dos próprios Eternos vira a chave. O Progenitor é detido e Ajak ascende como Ajak Celestia — uma nova entidade que une o divino Celestial à essência Eterna, prometendo ser uma “deusa” mais digna do que o juiz que quase exterminou a Terra. As cicatrizes, porém, ficam: Arakko é arrasado por Uranos, a confiança entre espécies ruí e o mundo descobre, de vez, os protocolos de ressurreição dos mutantes.

Por que isso interessa ao MCU agora

Se a Marvel levar Dia do Julgamento para o cinema/TV, ganha um pacote pronto para:

  • Recolocar os Eternos em cena sem depender de um Eternos 2 tradicional.
  • Cruzar os núcleos cósmico (Eternos/Celestiais), mutante (X-Men) e clássico (Vingadores) de forma orgânica.
  • Elevar a escala com os Celestiais e, ao mesmo tempo, contar uma história de dilemas morais (o “julgamento” individual), fugindo do puro fan-service.

No momento, nada está oficializado — é um sinal de rumo que pode ou não se confirmar. Mas, se vier, Dia do Julgamento é, talvez, a forma mais direta de religar tramas deixadas no caminho (Celestiais, Krakoa/Arakko, tensões entre espécies) e preparar o terreno para o que vier depois de Vingadores: Doomsday e Guerras Secretas.

Fonte: The Cosmic Circus


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