A fusão bilionária entre a Netflix e a Warner Bros. Discovery entrou oficialmente no radar do governo norte-americano.
Segundo informações do Deadline, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação antitruste para analisar os impactos da aquisição. A equipe liderada pela Procuradora-Geral Pam Bondi quer avaliar se o acordo pode reduzir a concorrência no mercado de entretenimento ou gerar concentração excessiva de poder.
Como parte do processo, cineastas e produtores de Hollywood começaram a receber intimações solicitando documentos, contratos e respostas juramentadas. O prazo para envio das informações vai até 23 de março.

Procedimento padrão
Apesar do alerta que a palavra “investigação” costuma gerar, a abertura desse inquérito é considerada um procedimento normal em transações desse porte. O Departamento de Justiça é legalmente obrigado a analisar formalmente acordos envolvendo grandes conglomerados.
A Paramount Global, que possui apenas uma proposta alternativa e não um contrato formalizado, não está sujeita à mesma apuração neste momento.
O fato de o governo já ter iniciado a análise indica que o processo segue o cronograma regulatório previsto, sem interrupção para possíveis novas ofertas.
A Netflix quer criar um monopólio?
Acesse o canal do Quartel General no Whatsapp
Internamente, a Netflix demonstra confiança na aprovação. David Hyman, principal consultor jurídico da companhia, declarou:
“A Netflix opera em um mercado extremamente competitivo. Qualquer alegação de que sejamos monopolistas ou que busquemos monopolizar o mercado é infundada.”
O co-CEO Ted Sarandos também tem reforçado que a fusão não configura monopólio, mesmo com a possível absorção dos ativos de streaming da Warner.
O próximo momento-chave será em 20 de março, quando os acionistas da Warner votarão a recomendação de venda para a Netflix. Até que o acordo seja finalizado, os catálogos seguem operando de forma independente por meio da Netflix e da HBO Max.
Descubra mais sobre Quartel General
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

