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Paul Verhoeven faz critica a filmes como Marvel e 007 e fala sobre “puritanismo” no cinema

POR ADAILTON MORAES

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O Universo Compartilhado da Marvel é um verdadeiro gigante na história do cinema, faturando bilhões anualmente e praticamente monopolizando a repercussão dentro desse mercado, ainda assim coleciona muitos críticos em meio à multidão de fãs. O diretor Paul Verhoeven, conhecido por “Robocop: O Policial do Futuro” (1987) e que recentemente dirigiu “Benedetta”, concedeu uma entrevista ao The Sunday Times e criticou a narrativa de filmes como os do UCM e 007, destacando que são focados em destruição e grandes cenas de ação, não visando passar nenhuma mensagem sobre a sociedade atual:

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“Às vezes esses filmes são divertidos, mas a narrativa não fala nada sobre a nossa sociedade atual. Eu não vejo ideias mais profundas nos filmes da Marvel e do James Bond.”

Iniciou o diretor
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Paul, que também dirigiu o icônico Instinto Selvagem de 1992, criticou a falta de cenas de sexo em Hollywood e destacou que parece nascer uma nova espécie de puritanismo na indústria:

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“Sempre existiram cenas de sexo em James Bond. Não havia nudez, mas havia sexo (…) E o sexo é a essência da nossa existência. Sem ele, não há mais espécies. Então por que isso é algo que deve ser escondido? Há um novo puritanismo.”

As críticas de Verhoeven, é claro, nos remetem a Martin Scorsese, um dos primeiros a se manifestar contrário ao modo de fazer cinema da Marvel Studios, ou melhor, para o diretor as produções do UCM não podem ser consideradas “cinema de verdade”. Mas e você, qual a sua opinião sobre tudo isso? Compartilhe com a gente nos comentários.

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