O Crítico| Último episódio de “WandaVision” não surpreende, mas abre muitas portas no UCM

O Crítico| Último episódio de “WandaVision” não surpreende, mas abre muitas portas no UCM

Ontem (5) foi ao ar o último episódio de WandaVision, primeira série limitada da Marvel Studios para o Disney+ que chegou conquistando uma legião de fãs e movimentando os seguidores do Universo Compartilhado Marvel após um certo tempo sem lançamentos inéditos por conta da pandemia. Mas para uma série que tanto prometeu, “WandaVision” conseguiu entregar tudo em seus nove episódios? O Crítico te conta.

Primeiramente, vamos falar sobre a trama da série, que foi sofrendo mudanças ao decorrer das semanas até se transformar totalmente. Inicialmente, tivemos o choque de insanidade ao rever Wanda Maximoff e Visão de uma maneira totalmente distinta, dotados de uma carga nada sutil de cafonice e comédia bem pastelão mesmo. Nos dois primeiros episódios, foi difícil entender onde a Marvel queria chegar com toda aquela caricatura, o que talvez tenha funcionado como uma injeção de curiosidade ao público para descobrir o que de fato estava acontecendo na produção. Uma bela sacada! No todo, a trama de WandaVision é bem simples, olhando de uma maneira superficial, e se trata de uma mulher com poderes ilimitados lidando com a dor do luto, esse é o cerne da série e o que motiva tudo o que a protagonista fez ainda que de maneira inconsciente.

Em relação à atuação, WandaVision é uma grata surpresa, pois permitiu que Elizabeth Olsen principalmente pudesse explorar diversos campos de suas emoções e entregas como atriz, desde uma comédia despretensiosa até o desespero da perda que muitas vezes fez Wanda agir como uma verdadeira vilã. Elizabeth Olsen consegue entregar uma Feiticeira Escarlate repleta de camadas e dores, algo que os longas-metragens corridos não permitiram que fosse feito, e é notável que a série faz com que atriz e personagem se fundam definitivamente. Com toda certeza, Olsen está mais segura do que nunca para viver Wanda. Paul Bettany, o Visão, também teve sua oportunidade de brilhar, de maneira mais sutil, mas significativa. “WandaVision” também faz justiça ao Visão ao finalmente dar a ele a atenção merecida, o que os filmes dos Vingadores sinceramente não fizeram, mostrando várias facetas do herói e deixando claro que ele não é apenas um personagem secundário criado por Tony Stark.

Outra detalhe que merece destaque são as surpresas prometidas para a série e o que ela realmente entregou. Quando WandaVision foi anunciada e começou a divulgação da série, muito se falou sobre a maneira que o projeto iria explorar o multiverso da Marvel e trazer grandes vilões para o UCM. Desde o início, boa parte dos fãs e público da série especulava sobre a aparição de Mephisto e de como ele estaria manipulando Wanda a fazer tudo o que estava fazendo, outros diziam que o verdadeiro vilão da série era o Pesadelo; no fim, todos estavam errados. Agatha Harkness era a única vilã, fora a própria Wanda vamos combinar, dentro de Westview e a revelação de sua identidade também não chegou a ser nenhuma surpresa, afinal todos teorizavam que Agnes era a bruxa desde o início. Talvez a maior surpresa de “WandaVision” tenha sido a aparição de Evan Peters como Mercúrio no episódio de Halloween; muitos ficaram empolgados com o retorno do ator ao papel e do personagem ao UCM e imaginava-se que Mercúrio tivesse uma função importante dentro da trama. Teve. Mas digamos que esperávamos mais. No fim, o personagem de Evan Peters era Ralph Bohner, que os mais atentos se lembram que é mencionado desde o primeiro episódio como marido da Agnes, e toda a farsa sobre Pietro Maximoff era mais uma tentativa da vilã de forçar Wanda a liberar seus poderes para que pudesse absorvê-los. O ato final do fake Pietro também não é nada surpreendente e, enquanto muitos esperavam uma luta tensa contra Monica Rambeau, o que tivemos foi ele sendo mobilizado pela heroína sem a menor dificuldade. Valeu pela homenagem ao Mercúrio de Evan Peters.

Agora sim, para terminar nossa avaliação sobre “WandaVision”, vamos ao último episódio! O nono ep é uma continuação direta do oitavo e já se inicia com Agatha Harkness confrontando Wanda sobre seus poderes enquanto mantém Billy e Tommy como reféns, logo já temos a revelação de alguns detalhes sobre a lenda da Feiticeira Escarlate e sobre a Magia do Caos. O destaque fica para Kathryn Hahn, que brilha como Agatha Harkness sem máscaras e totalmente liberta da caricata Agness. O confronto entre Wanda e Agatha tem seus momentos impactantes, principalmente no fim, mas nada de realmente grandioso; fica claro para o público de que a intenção, mais do que uma luta repleta de efeitos especiais, o objetivo real é estabelecer uma relação entre as personagens e principalmente usar Agatha para explicar quem Wanda Maximoff é dentro dessa nova fase do UCM. Objetivo alcançado com sucesso! A derrota de Agatha é bem simples e um tanto clichê e nós ficamos com um gostinho de quero-mais, algo que certamente teremos em breve, pode ter certeza. Na verdade, todo o último episódio deixa esse gosto de que poderia ser mais, poderia ter mais revelações, mais cenas de ação, mais tudo, e inicialmente parece frustrante. Mas analisando com calma e frieza, a gente percebe que WandaVision funciona mais como uma apresentação de novos personagens (Agatha Harkness, Tommy, Billy, Monica Rambeau e outros) e principalmente como apresentação de Wanda como a Feiticeira Escarlate, heroína mais poderosa do UCM até o momento. A ideia não é concluir uma saga e dar um fim à trajetória de Wanda, pelo contrário, WandaVision abre as portas para um futuro gigantesco para a personagem.

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No fim, WandaVision não surpreende tanto como se imaginava, não explora o multiverso (ao menos não de maneira clara) e não tem o Mephisto kk. A série liga alguns pontos soltos a respeito dos poderes da protagonista, mas também deixa muitos outros, como por exemplo: Quem é a Dottie? Depois de tantos rumores, a personagem era só mais uma vítima de Wanda mesmo? O que aconteceu com Tommy e Billy e porque eles pedem socorro no fim do ep? Para onde foi o Visão Branco? Onde Wanda se refugiou? Onde estavam os Vingadores enquanto Wanda faziam toda uma cidade refém? O que será de Agatha Harkness? São tantas perguntas que fica difícil citar todas aqui. Enfim, se você encarar a série pela lente das expectativas geradas, você se decepciona sim, mas se você interpretar tudo como a abertura de várias portas para o futuro do Universo Compartilhado Marvel, a sensação é satisfatória. Fato é que em breve teremos Wanda Maximoff de volta em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e muitas dessas perguntas que ficaram no ar serão respondidas, só nos resta aguardar.

E você, gostou do final de WandaVision ou ficou decepcionado? Deixe sua opinião nos comentários.

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